Trabalhadores de creches conveniadas enfrentam situação desumana...
- Aldo Santos
- há 8 horas
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Trabalhadores de creches conveniadas em São Bernardo do Campo enfrentam situação desumana enquanto autoridades permanecem inertes***
Em São Bernardo do Campo, cidade que figura entre as mais ricas do país, um cenário de descaso e violação de direitos humanos se desenha nas creches conveniadas vinculadas a ONG "Espaço Solidário". Professores, educadores e funcionários dessas unidades educacionais enfrentam salários atrasados, benefícios não pagos e condições de trabalho degradantes, situação que já se arrasta por tempo suficiente para configurar um verdadeiro estado de emergência social.
Enquanto a cidade ostenta indicadores econômicos invejáveis, profissionais da educação infantil se veem incapazes de prover o sustento básico de suas famílias, muitos recorrendo a empréstimos para comprar alimentos ou sequer tendo como pagar o transporte até seus locais de trabalho.
A crise vai além dos aspectos financeiros. As unidades escolares operam em condições sanitárias precárias, com falta crônica de materiais básicos como papel higiênico, papel toalha e produtos de limpeza.
A redução no quadro de funcionários da limpeza agrava o problema, criando um ambiente propício para a proliferação de doenças. Relatos de educadores dão conta de que crianças estão sendo afastadas em massa por conta de viroses, infecções respiratórias, surtos de diarreia e vômitos, situação que poderia ser mitigada com condições mínimas de higiene.
O que mais choca nesta situação é a absoluta falta de resposta das autoridades competentes. Os representantes da ONG “Espaço Solidário”, a Secretaria Municipal de Educação e o Ministério Público do Trabalho, embora cientes da gravidade do problema, não tomaram medidas efetivas para resolver a crise. Enquanto isso, violam-se flagrantemente dispositivos constitucionais e legais, como o Artigo 7º da Constituição Federal que garante salários em dia, o Estatuto da Criança e do Adolescente que exige ambientes seguros para o desenvolvimento infantil, e a própria CLT que protege os direitos trabalhistas básicos.
A comunidade escolar, pais e crianças clamam por ações imediatas: pagamento integral dos salários e benefícios atrasados, fiscalização urgente das condições das unidades, reposição de materiais básicos e total transparência sobre a aplicação dos recursos públicos destinados à manutenção dessas creches.
Em uma cidade com a capacidade econômica de São Bernardo do Campo, não há justificativa aceitável para que crianças e educadores vivam em condições tão precárias.
A educação infantil, base fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade, não pode esperar enquanto burocracias e omissões condenam nosso futuro ao descaso. O momento exige ação imediata e responsabilização dos gestores públicos por esta situação intolerável.
ABCDALUTA .Em defesa dos Diretos Humanos.
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