SEXO, ORIENTAÇÃO SEXUAL E "IDEOLOGIA DE GÊNERO "
- Aldo Santos
- 22 de jun. de 2023
- 2 min de leitura

Aline Gondim***
Há que dar um basta à violência e à opressão contra indivíduos que são diferentes dos padrões até então considerados aceitáveis segundo o censo comum.
Homens e mulheres são seres humanos do dotados de diferenças biológicas. Ao longo da história surgiram culturas que determinaram papéis específicos para homens (caçar, carregar peso, trabalhar fora de casa etc.) e papéis específicos para mulheres (cozinhar, costurar, cuidar da casa etc.).
Assim nasceu o patriarcado, a cultura da superioridade do homem sobre a mulher, a ideia de que o homem é mais forte e a mulher é frágil, ou seja, a vontade do homem deve prevalecer sobre a da mulher na sociedade e no lar.
Essa cultura patriarcal fez surgir na sociedade instituições e comportamentos que reforçam, como a ideia de que a finalidade do ato sexual é apenas procriar, gerar filhos, para garantir a descendência da família e a preservação de seu patrimônio (herança).
Assim essa cultura passou a considerar perversão ou pecado a sexualidade que não tem por objetivo procriar, gerar filhos, mas sim expressar com prazer o amor que une duas pessoas.
O resultado dessa cultura equivocada foi reforçar a submissão da mulher ao poder do homem, e reprimir e controlar o corpo da mulher. A mulher tinha que acatar a vontade do homem. Isso favoreceu a exploração sexual, a opressão do trabalho da mulher, e a discriminação das mulheres que rejeitam essa cultura.
O que tudo isso significa? Significa que a diferenças de comportamentos entre homens e mulheres não existem apenas por causa do sexo (biologia) e sim por causa do gênero (cultura). Ninguém discorda de que as diferenças sexuais biológicas condicionam algumas diferenças de comportamento, como, por exemplo, gerar e amamentar. A questão básica não é tanto a existência de diferenças, e sim a valorização preconceituosa que se faz delas, estabelecendo uma hierarquia na qual a mulher é sempre considerada inferior ao homem.
Ora, a realidade não é fixa. E refletir sobre gênero desestabiliza certa ordem, como a relações de poder machista. O machismo é ideia de que os atributos masculinos são superiores aos atributos femininos.
Texto extraído do livro
Do Frei Beto, páginas: 20 e 21
Aline Gondim
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