PSOL repudia agressão aos trabalhadores da saúde em Mauá.

 Aldo  Cidades  07/12/2017

O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) repudia as agressões físicas que trabalhadores e trabalhadoras sofreram na tarde desta quinta-feira, dia 07/12, durante a realização de ato em defesa do recebimento dos direitos trabalhistas dos demitidos do sistema de saúde da cidade de Mauá, gerenciado pela Fundação ABC.

Compreendemos a saúde pública como um direito social fundamental e que assim como outros setores da administração pública também está sofrendo com os constantes ataques dos governos que através da aprovação de projetos de lei, tais como a PEC 55, que congelou os investimentos por 20 anos, como a aprovação da dita Reforma Trabalhista e da Lei da Terceirização, diminuem salários, direitos trabalhistas e ampliam a falta de recursos para áreas essenciais para a população, como a saúde, que já é precária. Diante disso, governos estaduais e municipais, como a prefeitura de Mauá, que terceiriza a saúde pública através da FUABC, começam a aplicar as medidas que Temer e seus aliados conseguiram aprovar, demitindo funcionários, não pagando direitos e ampliando o caos na prestação de serviços nas UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), UPAS (Unidades de Pronto Atendimento de Saúde) e principalmente no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini.

Desde maio, a FUABC já demitiu mais de 516 trabalhadores e trabalhadoras, dois quais a maioria absoluta sequer recebeu seus direitos trabalhistas. Pior que isso é a expectativa de novas demissões, ampliando a sensação de medo de desemprego aos que ficam e também a carga de trabalho, visto que terão que cobrir os demitidos. Diante desta lastimável situação, os trabalhadores e trabalhadoras tem se organizado e reivindicado o recebimento de seus direitos. 

Não nos surpreende o descaso da administração municipal, na figura do prefeito Atila Jacomussi, de seus secretários e também da maioria dos vereadores da cidade, que até agora não conseguiram encontrar uma solução para o caso e ficam terceirizando a responsabilidade da ingerência na saúde pública e em outros setores. Pior que isso é saber que os motivos alegados para o não pagamento dos direitos, tais como a falta de dinheiro e a baixa arrecadação no município não foram impedimento para que os vereadores aprovassem a proposta de concessão de 13º para todos eles, para o prefeito e sua vice.

Lamentamos profundamente que a luta por direitos trabalhistas sejam tratadas com violência, desrespeito e descaso pelo prefeito, seus secretários e pela maioria dos vereadores da cidade. Solidarizamo-nos as vitimas destas agressões, a todos os demitidos e nos colocamos ao lado nas lutas contra a crescente terceirização na saúde pública e demais setores, à retirada de direitos e a desvalorização dos profissionais desta área.

PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) Mauá

07 de dezembro de 2017.