Os desafios do Psol no Piauí

 Aldo  Política  08/01/2018

O PSOL no Piauí, tem uma grande tarefa para 2018: construir e encabeçar a frente de esquerda socialista (PSOL/PCB/PSTU) com o propósito de se constituir como terceira via, efetivamente de esquerda, socialista,  para conquistar corações e mentes.

Efetivamente de esquerda, porque o Piauí é governado pelo PT em aliança com as velhas oligarquias do Estado e classe econômica empresarial dominante, onde estão no terceiro mandato, reivindicando o quarto, onde se perpetra uma série de retirada de direitos dos servidores públicos estaduais e do povo, em geral. Governo este que foi bastante ágil na aprovação da PEC do teto dos gastos, estadual, implementou indiscriminadamente privatizações via Parceria Público Privada, reforma previdenciária elevando a contribuição para 14%, precarização dos serviços públicos, saúde, educação, segurança pública. Tudo isso com pouca oposição do movimento sindical ou social pelo fato dos movimentos estarem umbilicalmente vinculados ao Partido dos Trabalhadores.

No desejo de se perpetuar no quarto mandato, se estabelece alianças das mais esdrúxulas, principalmente se considerado o cenário político nacional do golpe jurídico/midiático/ parlamentar. O governador Wellington Dias do PT/PI busca apoio do PMDB e do PP, dialogando com o presidente nacional deste último, Senador Ciro Nogueira, conhecida oligarquia do Estado do Piauí, citado em todas as delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato, e um dos articuladores do processo de Impeachment.

De outro lado, temos um rearranjo de setores mais conservadores, representantes das elites oligárquicas tradicionais, inseridos em partidos como PSDB e DEM, sendo capitaneados pelo prefeito de Teresina, Firmino Filho PSDB/PI, que administra há trinta anos a capital do Piauí, cidades com problemas crônicos, estruturais  históricos sem nenhuma perspectiva de resolutividade dos mesmos, com o intuito de aprofundar a política neoliberal implementada pelas nova oligarquia constituída pelo PT e setores oligárquicos tradicionais.

Neste sentido, os desafios do PSOL são gigantescos, na construção de um programa radicalmente democrático e socialista, com o objetivo de recuperar o Estado das mãos das oligarquias e dar capacidade de intervenção ao Estado no tecido social degradado por anos de negligência e abandono por parte dos governos que se sucederam, independente de cor partidária. Resgatar a confiança do povo na política e o desejo de participação no processo não se constitui uma tarefa fácil, neste cenário. Assim, o PSOL apresentará candidatura coerente e consequente do advogado militante Raimundo Oliveira  ao governo do Estado, numa tentativa de construção de Frente de Esquerda Socialista, apresentará também o nome do professor e advogado Maklandel Aquino, uma das referências do PSOL no Estado, ao cargo de Deputado Federal, o nome do ex-deputado federal Jesus Rodrigues Alves e da Cyntia Falcão, mulher de luta e atuante na área da Educação, ao cargo de Senador e Senadora, e muitos outros militantes do PSOL  que estão nas lutas sociais cotidianas por mais direitos para um povo secularmente sofrido.

Coordenação da TLS para o abc-da-luta.