Nota de Repúdio ao Cancelamento da Greve Geral do dia 5/12

 Aldo  Economia  05/12/2017

NÃO PODEMOS RECUAR NA LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA 

Nota de Repúdio ao Cancelamento da Greve Geral do dia 5/12

Em 24/11 as principais centrais sindicais do país decidiram por unanimidade realizar uma Greve Nacional contra a Reforma da Previdência contra os ataques aos nossos direitos e a reforma da previdência, a ser realizada no dia 5/12, a partir disso uma ampla mobilização para construir essa greve foi iniciada em todo o Brasil para convocar os trabalhadores à essa grande mobilização nacional.

Surpreendentemente no último dia 1/12 sem qualquer consulta prévia a base de trabalhadores que representam, em uma decisão unilateral a CUT, Força Sindical, UGT e outras centrais quebraram o acordo de realizar a greve nacional, alegando que o governo Temer “recuou“ ao adiar a votação da reforma da previdência para semana que vem. Essa decisão absurda não foi sequer comunicada as outras duas centrais envolvidas no acordo do dia 24, CSP Conlutas e Intersindical.

A vergonhosa desmarcação da greve significa um grave erro, pois é feito através de um falso argumento de que Temer e sua quadrilha recuaram. Nada mais falso, pois a bandidagem do planalto central só adiou a nefasta votação da reforma, que na prática significa o fim da aposentadoria, deixando claro que irão votá-la mais cedo ou mais tarde. Como indica as reportagens em vários jornais, que afirma uma forte rearticulação de Temer e os partidos governistas pra votar ainda em dezembro a reforma da previdência.

É exatamente pela gravidade da situação, que o refugo da CUT e companhia representa uma grave traição à classe trabalhadora, dos quais alegam ser defensores. 
Os impotantes sindicatos da região do ABC filados a CUT, como metalúrgicos e rodoviários, não têm justificativa para esse crime cometido contra os trabalhadores. Em vários Estados a orientação vergonhosa da cúpula das centrais foi ignorada e a greve geral está mantida, são os exemplos de Maranhão, Sergipe e Minas Gerais, portanto é um prejuízo para essa luta que São Paulo e demais localidades não tenha mantido a greve.

A unidade da classe nessa luta é fundamental, e a CSP Conlutas e a Intersindical não poupará esforços para concretiza-los com as organizações que de fato queiram lutar contra o governo, o congresso nacional corrupto, os patrões, as multinacionais e os bancos que estão de olho em nossa aposentadoria para explorar ainda mais a nossa classe. Juntos somos fortes e podemos derrotar Temer e suas reformas. 

Diante da necessidade de derrotar a Reforma da Previdência o Comitê de Luta Contra as Reformas do ABC conclama os trabalhadores a se manterem mobilizados e pressionarem as direções dos sindicatos e centrais para marcarem nova data para a greve geral.  Os atos são importantes para mobilizar, mas não atingem os lucros da burguesia. Só mexendo no bolso do patrão poderemos ter êxito na luta.