Governo oferece migalhas e há irresponsáveis que ainda dizem que foi uma vitória!

 Aldo  Movimento Sindical  07/01/2018

 

O governo do Estado de São Paulo, numa manifestação eminentemente eleitoreira e oportunista, distribui migalhas aos servidores e ainda celebra o dito aumento salarial de 3,5% para parte dos servidores, 4% para os policiais e 7% para os professores. A defasagem salarial está em torno de 40% segundo alguns indicadores, e, mesmo com a inteira reposição, teríamos  ainda  um baixíssimo salario, dada a  importância  que dever ter educador neste país. Estamos há anos sem sequer a reposição da inflação e essa migalha da mesa farta dos governantes não repõe nossas perdas salariais históricas desses  sucessivos desgovernos tucanos.

A categoria dos professores é uma categoria lutadora e este "salário da casa grande" para os das “das senzalas” é uma vergonha num estado tão rico como o Estado de São Paulo. Infelizmente a direção majoritária  do nosso sindicato ainda enxerga vitória da categoria neste anúncio do governo, uma espécie de conformismo, resignação e clara tentativa de tirar proveito das migalhas oferecidas. A presidenta, Maria Izabel, fala em “vitória da APEOESP” e ainda há colegas que embarcam nessa cantilena.

Quem acha que receber essa miséria de reposição parcial é uma vitória, ou vive nas nuvens, ou tem uma renda extra ao salário pago por este governo, ou ainda tem uma remuneração a mais, além da atuação no magistério, o que permite se contentar com essa espécie  de Síndrome de Estocolmo, em que o oprimido ainda venera e vê vitória na ação do opressor. Na verdade este sindicato deveria ter outro rumo, com capacidade diretiva, eleições não fraudulentas e otimização dos recursos da categoria de forma inteligente e não a repetição da mesmice ano após ano.

A direção do sindicato deveria estar à altura da nossa categoria, sem bravatas e incompetência e muito menos usar o sindicato para fins de uma política atrelada e apequenada.

 O funcionalismo deve dar o troco ao governador, Geraldo Alckmin, aliado de Temer, e que vem liderando seu partido – PSDB - para que se aprove a reforma da Previdência, dentre outras mazelas que muito irão prejudicar o funcionalismo público e a classe trabalhadora em geral.

Precisamos buscar a unidade do funcionalismo diante dessa ofensa salarial, realizando uma grande e permanente assembleia em frente ao Palácio dos Bandeirantes, exigindo do governador respeito e valorização profissional, com a reposição das perdas salariais e aumento real, plano de carreia, abertura de concurso público, apuração das denúncias que envolvem o governo e seus auxiliares, dentre outras propostas específicas. Concomitantemente, devemos exigir do DPME um tratamento digno aos readaptados (as), bem como  a indenização das pessoas que ficaram doentes no exercício de suas funções trabalhando para o Estado, que hoje são vítimas de tratamentos cruéis por parte desses departamentos que ao que tudo indica  estão a serviço da morte e não da vida com dignidade onde as pessoas são tratadas como sucatas e descartadas por governantes insensíveis.

Devemos ainda cobrar a efetiva estabilidade com igualdade de condições para a categoria F que tem meio reconhecimento e estender os mesmos direitos aos professores da categoria O; lutar pela não implantação da reforma do ensino médio nos moldes da Lei n°13.41/17 e exigir do governo o respeito de fato aos servidores estaduais e a população do Estado em suas demandas.

Precisamos passar este país a limpo, com governos limpos, realmente comprometidos com a população, ao mesmo tempo em que devemos exigir a condenação de todos os corruptos, prisão e confisco dos bens roubados do erário público, com reforma agrária e urbana sob controle dos trabalhadores, passe livre para todos e todas e por um novo modelo de desenvolvimento inclusivo e Humanizante.

Resistir, lutar e vencer é preciso!

*Aldo Santos é conselheiro da APEOESP, presidente da APROFFIP, vice-presidente da APROFFESP e Militante do Psol.